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Crime na Ponta Negra: Execução à luz do dia gera pânico e expõe avanço da violência em Manaus

8 de set.
2 min de leitura

Atualizado: 10 de set.



Uma tarde de sol e lazer na Praia da Ponta Negra, cartão-postal da zona Oeste de Manaus, terminou em pânico e correria após a execução a tiros de um homem identificado como Victor Moriz de Sena. O crime, ocorrido em uma das áreas turísticas mais frequentadas da cidade, mobilizou socorristas, assustou centenas de banhistas e reacendeu o debate sobre a segurança pública e o alcance do crime organizado na capital amazonense.


O crime ocorreu enquanto a praia registrava grande circulação de moradores e turistas. Victor estava tomando banho de rio quando a movimentação suspeita ao seu redor começou a chamar atenção. Horas antes de ser atacado, a vítima percebeu que um indivíduo desconhecido tirava fotos suas e chegou a ir ao encontro do homem para confrontá-lo.


Mais tarde, um suspeito se aproximou de Victor e efetuou uma sequência de tiros à queima-roupa. Foram disparados seis projéteis no total, atingindo o rapaz em regiões vitais: cinco perfurações na cabeça e uma no pescoço.


A sequência repentina de disparos causou grande correria entre as famílias e banhistas na faixa de areia. Banhistas e populares tentaram prestar socorro imediato, retirando a vítima da água em direção à área do calçadão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e esteve no local, mas pôde apenas constatar o óbito do jovem ainda na calçada. A Polícia Militar isolou a área para conter curiosos até a chegada da perícia criminal e do Instituto Médico Legal (IML).


Identificado preliminarmente como Victor Moriz de Sena, conhecido pelo apelido de “Vitinho”, o jovem era natural do município de Coari (distante cerca de 363 quilômetros de Manaus).


Apesar da jovem idade, Victor já acumulava histórico de passagens pelas forças policiais do Estado. Entre as anotações e acusações que pesavam contra ele, constavam suspeitas de envolvimento com crimes de grande gravidade, como: Tráfico de drogas; Homicídio qualificado; Lavagem de dinheiro; Integrar organização criminosa que atuava como “piratas do rio”.


Em uma das intervenções policiais anteriores, Victor chegou a ser preso em posse de armamento de alto calibre, incluindo fuzis e munições. As informações preliminares apuradas pelas forças de segurança apontam que a execução está diretamente associada ao acerto de contas ou disputas entre facções ligadas ao tráfico de drogas no Amazonas.


A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu as investigações para identificar o autor dos disparos e eventuais mandantes do crime.


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