Defesa de Bolsonaro intensifica pedidos de prisão domiciliar após agravamento de quadro de saúde na prisão
- Herbert Santos de Sousa
- 11 de jan.
- 2 min de leitura

O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se o centro de uma nova ofensiva jurídica e mediática neste final de semana. Através de redes sociais e declarações públicas, a família Bolsonaro detalhou uma deterioração física e psicológica do ex-mandatário, que se encontra detido, intensificando a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para a concessão de prisão domiciliar humanitária.
Crise de soluços e abalo psicológico
Neste domingo (11/01), o ex-vereador Carlos Bolsonaro informou que o médico particular do ex-presidente precisou ser convocado às pressas à unidade prisional. Segundo o relato, o quadro de soluços persistentes — sintoma recorrente desde o atentado à faca sofrido em 2018 — evoluiu para crises de azia constante e vômitos frequentes.
Carlos afirmou que as condições atuais impedem o pai de se alimentar e dormir adequadamente. O filho 02 de Bolsonaro também destacou um "grave abalo psicológico", que estaria sendo potencializado pelo isolamento do ex-presidente em uma cela solitária. “A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada”, declarou Carlos em postagem, reiterando o vínculo histórico entre o autor do atentado e partidos de oposição.
Relatos de Michelle Bolsonaro e queda recente
As preocupações com a saúde de Bolsonaro já haviam sido levantadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no sábado (10). Michelle detalhou que o marido sofre com fortes reações a medicamentos para refluxo e dores crônicas.
De acordo com ela, esses efeitos colaterais causam tonturas frequentes, o que teria sido a causa principal de uma queda sofrida na semana passada, resultando em um traumatismo craniano leve. Michelle reforçou o apelo por uma "prisão domiciliar humanizada", lamentando que as solicitações anteriores tenham sido indeferidas.
Impasse no STF
A defesa técnica de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar junto ao STF neste fim de semana, sob o argumento de que a estrutura prisional não é capaz de oferecer o suporte médico necessário para as complicações decorrentes das sequelas do atentado de Juiz de Fora.
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, não apreciou o novo requerimento. Decisões anteriores do magistrado mantiveram a prisão preventiva, negando os pedidos de transferência para o regime domiciliar.
O cenário coloca novamente em evidência o debate sobre os limites da prisão preventiva e os direitos humanitários de detentos com quadros clínicos complexos, em um momento de extrema polarização política no país.



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