Maternidade inspira: Lore Improta e Viih Tube e seus projetos infantis
- Herbert Santos de Sousa
- 6 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A experiência da maternidade carrega consigo uma transformação profunda que, frequentemente, transcende a esfera privada e se manifesta em ações concretas no mundo. Sejam anônimas ou celebridades com milhões de seguidores, muitas mulheres, após darem à luz, passam a enxergar a sociedade com um olhar mais crítico e, sobretudo, mais voltado para o futuro e para a segurança e ludicidade das novas gerações. O instinto de proteção se expande e se converte em projetos que buscam, literalmente, tornar o mundo um lugar melhor para as crianças.
Essa tendência tem ganhado destaque no cenário nacional, especialmente no universo das influenciadoras digitais e personalidades da mídia, que aproveitam sua visibilidade para materializar essa nova missão. O que se observa é um movimento de "maternidade ativista" que une propósito e, inegavelmente, oportunidade de negócio.
Da Casa para o Palco: Projetos que Nascem com os Filhos
A preocupação em oferecer conteúdo de qualidade, seguro e educativo para os pequenos é um motor poderoso. Exemplos recentes e notáveis ilustram perfeitamente essa simbiose entre o papel de mãe e o empreendedorismo com foco infantil.
Um deles é o projeto @agaleroca, idealizado pela dançarina e influenciadora Lore Improta, mãe da pequena Liz. O canal e os personagens nasceram com a proposta de levar diversão e aprendizado, utilizando a linguagem da dança e da música de forma leve e envolvente. O sucesso da iniciativa mostra que há uma demanda reprimida por entretenimento infantil que fuja do padrão e que esteja alinhado com valores familiares e culturais positivos.
Outro case de destaque é a @turmatube, encabeçada pela influenciadora Viih Tube, mãe da Lua e do Ravi. O projeto se concentra em criar um universo de personagens lúdicos e, como o nome sugere, adaptados ao formato digital, dialogando diretamente com a geração que já nasce conectada.
Esses projetos não são apenas hobbies maternos; eles são empreendimentos bem estruturados. A visibilidade que as fundadoras possuem é um diferencial inestimável, permitindo que as iniciativas alcancem um grande público em tempo recorde. Isso se traduz, rapidamente, na monetização dos projetos por meio de diversas frentes:
• Shows e Apresentações: A venda de ingressos para espetáculos ao vivo (os chamados live actions) é uma das formas mais tradicionais e lucrativas de capitalizar a popularidade dos personagens.
• Produtos Licenciados (Merchandising): De bonecos a roupas e material escolar, o licenciamento de produtos é um fluxo de receita estável que transforma os personagens em uma marca infantil de longo alcance.
• Conteúdo Digital: O faturamento com visualizações, publicidade e parcerias nos canais de vídeos (YouTube) e redes sociais complementa o modelo de negócio.
A verdade é que essa nova onda de empreendedorismo materno não só beneficia os bolsos das famosas, mas também preenche uma lacuna no mercado. Ao criar projetos pautados na segurança e no incentivo à imaginação e ao brincar, essas mães empresárias oferecem aos seus filhos — e a todas as crianças — um legado de conteúdo que é, ao mesmo tempo, divertido, ético e inspirador. A maternidade, assim, prova ser uma das maiores catalisadoras de criatividade e responsabilidade social.

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