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Deputados aliados de Jair Bolsonaro são alvos de busca e apreensão em operação da Polícia Federal


Brasília — A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira, mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito de uma investigação que apura o suposto uso irregular de recursos da cota parlamentar. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorreu em endereços ligados aos parlamentares no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro.


As investigações analisam a destinação de verbas públicas utilizadas para custear despesas do mandato, com suspeitas de que contratos e serviços teriam sido usados de forma indevida para justificar gastos. A cota parlamentar é destinada exclusivamente a despesas relacionadas à atividade legislativa, como transporte, consultorias e locações, seguindo regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados.

Durante a operação, agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e valores em dinheiro, que agora serão analisados pelos investigadores. A Polícia Federal também apura a possível participação de assessores e terceiros no esquema investigado.


Reação dos parlamentares

O deputado Carlos Jordy afirmou, por meio de suas redes sociais, que é alvo de perseguição política e negou qualquer irregularidade no uso dos recursos. Segundo ele, todas as despesas foram declaradas e seguem a legislação vigente. Jordy disse ainda que pretende colaborar com as investigações.

Até o momento, Sóstenes Cavalcante não divulgou posicionamento oficial. Pessoas próximas ao parlamentar afirmam que ele confia no esclarecimento dos fatos no âmbito judicial.


Repercussão política

A operação teve repercussão no Congresso Nacional e no meio político, especialmente entre integrantes da base bolsonarista, que criticaram a ação e levantaram questionamentos sobre a condução das investigações. Outros parlamentares defenderam a apuração rigorosa de eventuais irregularidades no uso de recursos públicos.


Próximos passos

A investigação segue em andamento sob relatoria do STF. A partir do material apreendido, a Polícia Federal deve aprofundar a análise financeira e documental para verificar se houve crime e identificar possíveis responsabilidades.

Até a conclusão do processo, os deputados permanecem no exercício de seus mandatos, conforme prevê a Constituição.



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