top of page

Futebol sem fronteiras: Porque ponto facultativo no RJ ecoa com força no Amazonas


A quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, ficará marcada no calendário fluminense não apenas pelo espírito pré-natalino, mas por uma inédita união administrativa em nome da paixão pelo futebol. Em um movimento conjunto, a Prefeitura e o Governo do Estado do Rio de Janeiro decretaram Ponto Facultativo a partir do meio-dia (12h) para servidores públicos, permitindo que a população acompanhe as finais de Flamengo e Vasco.


“Quarta-feira é dia de Flamengo e de Vasco, não Flamengo X Vasco! Mengão de tarde e Vasco de noite! Eu e o prefeito Eduardo Paes já tratamos o ponto facultativo a partir de 12h em todo o RJ!”, escreveu o Governador Cláudio Castro em suas redes. A medida, que será formalizada em Diário Oficial, marca um reconhecimento explícito da força cultural e social do futebol.


A decisão, articulada pelos líderes políticos Eduardo Paes (vascaíno) e Cláudio Castro (flamenguista), foi uma resposta direta à coincidência de datas de dois jogos de alta relevância: o Flamengo disputará a Copa Intercontinental contra o Paris Saint-Germain (PSG), no Catar, às 14h (horário de Brasília). Mais tarde, o Vasco da Gama enfrentará o Corinthians pela primeira partida da final da Copa do Brasil, em São Paulo, às 21h30. O decreto uniu as duas maiores torcidas do estado em um reconhecimento explícito da força cultural e social do esporte.


O Eco Nacional da Paixão

No entanto, o impacto da medida carioca rapidamente transcendeu as fronteiras do Sudeste, provocando um debate nacional sobre o reconhecimento da paixão clubística.

Enquanto um prefeito do Espírito Santo já seguia a onda e decretava ponto facultativo em sua cidade, o maior clamor vinha da Região Norte. No Amazonas, conhecido como um dos principais redutos de torcedores do Flamengo e do Vasco fora do eixo Rio-São Paulo, a população e as torcidas organizadas passaram a exigir um decreto similar por parte do Governo do Estado do Amazonas e da


Prefeitura de Manaus.

O argumento é simples e contundente: se a medida no Rio visa conciliar a jornada de trabalho com os horários dos jogos, a mesma necessidade se impõe no Norte, especialmente para o jogo do Flamengo às 14h. O Ponto Facultativo, que no Rio é visto como um gesto de reconhecimento ao "patrimônio local" (os clubes cariocas), transforma-se, para o Amazonas, em uma reivindicação por um reconhecimento mais amplo da paixão que é, de fato, nacional.

Até o momento, não houve posicionamento oficial dos executivos do Amazonas.


Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page