Urgente: Ex‑presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22/11)
- Herbert Santos de Sousa
- 22 de nov. de 2025
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O ex‑presidente Jair Bolsonaro teve sua prisão domiciliar convertida em prisão preventiva na manhã deste sábado (22/11). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida pela Polícia Federal, em Brasília.
A decisão foi motivada por uma combinação de fatores: Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica que usava, houve convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde reside, e foi identificado risco de fuga. Esses elementos levaram a Justiça a entender que a prisão domiciliar não seria suficiente para garantir a ordem pública e a efetividade das medidas cautelares.
O ex‑presidente cumpria prisão domiciliar desde agosto de 2025, no âmbito do inquérito que investiga tentativas de coação e obstrução de justiça durante o curso do processo, não relacionado à sua condenação por tentativa de golpe de Estado.
A decisão não surpreendeu o mundo político, uma vez que Bolsonaro e seus familiares vêm reiteradamente testando os limites da Justiça. Entre aliados, o discurso de perseguição perdeu força diante das evidências sobre tentativas de coação ao andamento do processo.
O episódio repercute nacional e internacionalmente, sendo visto como um momento relevante no cenário político brasileiro, reforçando debates sobre a atuação das instituições e o equilíbrio entre os poderes.
A audiência de custódia de Bolsonaro está prevista para este domingo (23/11), e na próxima semana o STF deverá avaliar a manutenção ou eventual revisão da prisão preventiva. O caso segue em constante atualização, e os próximos passos podem definir os rumos de uma das situações mais complexas da política recente do país.
Este episódio não altera apenas a situação jurídica do ex‑presidente, mas também simboliza um marco para as instituições brasileiras. Acompanhar o desenrolar desse caso é acompanhar de perto a força do Estado de Direito, a atuação do Judiciário e os limites da política diante da lei.


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